Exposição: Recortes do Cerrado 05-26 de setembro de 2025 Foyer da Câmara Legislativa do Distrito Federal - CLDF
- Sumi-e Brasil

- 29 de ago. de 2025
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Atualizado: 10 de set. de 2025

Lagoa Bonita, Buritis, Garças e Patos-mergulhões II
Lagoa Bonita Reprodução: R$2000,00 PIX: 294732320001-49
A Lagoa Bonita, localizada na Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESECAE), no Distrito Federal, é um ecossistema peculiar do bioma Cerrado. Sua principal característica é a transição entre o ambiente de campo úmido e o de mata ciliar. A lagoa é formada por nascentes que, em vez de seguirem o curso de um rio, se expandem em uma vasta área alagadiça, com águas cristalinas e rasas.
Esse ecossistema abriga uma rica biodiversidade, com a presença de diversas espécies de plantas aquáticas e semi-aquáticas, como a palmeira-buriti (Mauritia flexuosa) nas áreas mais úmidas. A fauna é diversificada, com a lagoa servindo como habitat para peixes, anfíbios e aves aquáticas. A proteção da Lagoa Bonita e de todo o complexo de Águas Emendadas é crucial, pois a área é um divisor de águas entre as bacias dos rios Tocantins e Paraná, o que a torna um ponto estratégico para a conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos do Brasil.
Buriti
Mauritia flexuosa, popularmente conhecida como buriti, é uma palmeira de grande porte, nativa e amplamente distribuída em áreas de várzea e veredas da América do Sul tropical. Pertencente à família Arecaceae, é uma espécie fundamental para a manutenção de ecossistemas de zonas úmidas.
As características mais marcantes do buriti incluem seu tronco reto e robusto, com folhas grandes e em leque, que formam uma copa densa. A planta produz frutos em cachos, que são ovalados, de coloração avermelhada e com uma casca escamosa. A polpa do fruto é rica em óleo e vitaminas, sendo utilizada na alimentação e na produção de cosméticos. O buriti é uma espécie-chave, pois seus frutos e ocos de seu tronco servem de abrigo e alimento para a fauna local, como a arara-vermelha (Ara chloropterus) e o macaco-prego (Sapajus sp.). Sua presença é um indicador de lençol freático elevado, sendo crucial para a regulação hídrica dos ecossistemas onde se encontra.
Garça-branca-pequena
Egretta thula, conhecida popularmente como garça-branca-pequena, é uma ave de porte médio da família Ardeidae, a mesma das garças e dos socós. Sua ampla distribuição abrange grande parte das Américas, desde o sul do Canadá até a América do Sul, onde é encontrada em diversos ambientes aquáticos, como pântanos, lagos, rios e estuários. Sua característica mais marcante é a plumagem totalmente branca, que contrasta com seu bico e pernas pretas e, principalmente, com seus pés de cor amarela-viva. Durante o período reprodutivo, a Egretta thula desenvolve umas plumas ornamentais longas e finas na cabeça, no pescoço e nas costas, usadas em rituais de acasalamento. É uma ave piscívora e caça suas presas, como peixes, insetos e crustáceos, com agilidade, agitando os pés na água para assustá-las e atraí-las.
Referências
– ALMEIDA, R. P. et al. Efeitos de distúrbios na composição florística da Estação Ecológica de Águas Emendadas. Revista Brasileira de Botânica, v. 28, n. 4, p. 811-823, 2005.
– LORENZI, H.; SOUZA, H. M.; FERREIRA, J. D. S.; MONTEIRO, L. B. Palmeiras no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2010. p. 45-46.
– DEL HOYO, J.; ELLIOTT, A.; SARGATAL, J. (Eds.). Handbook of the Birds of the World. Vol. 1: Ostrich to Ducks. Barcelona: Lynx Edicions, 1992. p. 433-434.
Terceira Etapa do Projeto: Projeto de exposição e oficina artística: Recortes do Cerrado - Ezechias Heringer.
Proponente: Instituto Sumi-e Brasil.





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